Blog Biossplena

Uma empresa com 8 anos de vida, participando de um evento como Startup

Falamos todos os dias em inovação e da importância de fazermos coisas diferentes para obtermos resultados diferentes – e melhores, de preferência. Pensamos se algo pode ser feito de outra forma, mais eficiente e de uma maneira que ninguém faz. Mas o quanto conseguimos efetivamente parar nossa rotina e incluir inovação em nosso dia a dia?

A Biossplena tem sua história baseada em projetos de urbanismo, loteamentos e condomínios. Sempre atuamos no trâmite burocrático junto a órgãos públicos, em projetos urbanos e de infraestrutura para cidades. Daí veio a crise e nossos cliente incorporam nossos serviços dentro de suas empresas. Em outras palavras, o que fazíamos não estava sendo mais demandado. E o que fazer? Desespero? Baixa autoestima? Sensação de que nada podíamos fazer? Sim todas estas coisas juntas e com muita intensidade.

Então começamos a nos perguntar qual caminho seguir. Com a experiência que tínhamos, refletimos sobre o que ainda poderia ser requisitado pelo mercado. Surgiram demandas novas e adaptamos nossa forma de trabalhar. Incluímos em nossa equipe um profissional com habilidade de programação e voltamos a estudar sobre geoprocessamento, matéria que usávamos, mas paraoutros serviços. Então fomos fazendo fusões de conhecimento e trabalhando em equipe. Estudando, pesquisando artigos científicos, revisando teses, analisando empresas e chegamos em um produto: CidadePlena, Plataforma de acesso digital para o planejamento urbano.

Então surgiu a oportunidade de participarmos do evento Gramado Summit. Evento de inovação que está em sua segunda edição. Sendo que, ainda na primeira edição, já foi considerado um dos principais eventos da área. A segunda edição aumentou 5 vezes de tamanho com mais de 130 startups. Startup é uma empresa emergente que tem como objetivo desenvolver um modelo de negócio escalável, repetível, em condições de extrema incerteza, ao redor de um produto, serviço, processo ou plataforma (Fonte: Wikipédia). A Biossplena não é uma startup, mas o produto CidadePlena foi considerado uma e lá fomos.

Tivemos que aprender termos novos como Pitch. Um pitch é uma apresentação direta e curta, com o objetivo de vender a ideia da sua startup para um possível investidor. Nele, é importante ressaltar os aspectos mais importantes da sua empresa: qual é o problema que você quer resolver?  Como é o mercado? Qual é o diferencial da sua empresa? Quem são os profissionais que formam a sua equipe? Entre outros pontos.

Sabe aquelas reuniões de uma hora em que você fica em frente ao cliente explicando seu produto? Tivemos que aprender a fazer o pitch em 3 minutos e dizer tudo, mostrando confiança e domínio do que se está falando. Quanto aprendizado.!Já havia ouvido falar que ter poder de síntese era um diferencial profissional, mas não imaginei ter que sintetizar tanto. E quando o investidor que está te entrevistando te corta no meio do discurso e tens que retomar a linha de raciocínio? Repito, quanto aprendizado. Além disso, os estandes de exposição das startups não tinham cadeiras, exatamente para forçar os encontros a serem mais rápidos. Estou pensando seriamente em fazer reuniões na Biossplena de pé, acho que será mais efetiva. Aliás já testei, hoje, segunda feira depois do evento, e deu certo.

Além de falar com investidores foi possível ver o trabalho e propostas de outras startups, ver que nos dias de hoje cooperar significa sobreviver. Eu não preciso fazer algo que alguém já fez, basta apenas trabalhar de forma cooperativa. Os mais antigos diriam, “não é preciso reinventar a roda”. Percebemos que uma startup do nordeste tem dados que nos interessam,  que ela está os usando pouco, e que seria uma “receita recorrente” (outro termo que aprendemos e que é o principal objetivo de uma startup) para ela nos fornecerem estas informações. Parece que alguns conceitos do passado estão voltando. Houve um período em que o “escambo” de produtos era uma questão de sobrevivência. Da mesma forma, lá no Gramado Summit, percebemos que a troca de serviços é uma realidade, especialmente neste mundo da inovação onde tempo representa muito e se alguém já está fazendo algo, não tem como concorrer com ele, começando do zero, o que ele já faz bem.

Eu e meu sócio Miguel participamos de um congresso (CONAMA) em Madri há dois anos, no qual falaram muito em “economia circular”. Acredito que o que vimos no Gramado Summit, onde pessoas se juntam para serem mais fortes e competitivas, onde a soma de talentos tem muito valor, seja uma aplicação do conceito que aprendemos na Espanha.

Além de aprender com as outras startups, pude ver que há um mundo a parte do nosso dia a dia. Tem pessoas pensando o tempo topo em facilitar nossa rotina, acelerar nossos ganhos e melhorar a eficiência de tempo de aplicação de dinheiro.

Mas é claro, nosso estande foi um sucesso porque o que estávamos propondo interessava à população e aos investidores. Às vezes nós não dávamos conta de tantos visitantes ao mesmo tempo, querendo saber, rapidinho, o que fazíamos em nosso estande. Foi realmente muito importante nossa participação, pois validamos nossas ideias e percebemos o quanto é importante pensarmos no futuro de nossas cidades.

Até  representantes da cidade de Porto Alegre ficaram interessados (apesar de não estarmos pensando tão longe assim, já que nosso produto deveria iniciar com cidades entre 30 e 150 mil pessoas). Mas estamos abertos a desafios, a repensar o modelo e incluir outras possibilidades. Aliás, mais do que nunca, aprendemos a importância de estarmos abertos a tudo, incluirmos novos pensamentos, pensarmos e repensarmos, analisarmos contextos e remodelar-nos a cada instante.

Certamente a Biossplena não é mais a mesma agora. Todos da equipe tiveram a chance de viver a experiência, e foi intensa. Ao final, a sensação da equipe era de que valeu muito a pena o esforço de cada um. E já vamos começar a pensar no produto para 2019, pois certamente queremos provar do sabor da inovação novamente!

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