Blog Biossplena

Acreditamos que a atividade Turística pode gerar valor no território

Passaram-se 8 meses dedicados a resolver um grande problema: Aumentar a capacidade de uma propriedade em receber turistas e visitantes. O problema não era a falta de clientes e sim muitos clientes. Problema muito bom de resolver. Mas quando o espaço é limitado temos que ser mais criativos e o desafio aumenta bastante.

A Vinícola Góes localizada em São Roque (80km da capital São Paulo) tem 80 anos de história e já está na quarta geração da família. Para quem não sabe São Paulo tem produção de vinhos e São Roque é conhecida com o capital do Vinho. Já teve até festa do Vinho no passado que deixou de existir por excesso de público. Acreditem amigos, vinhos e festa da uva não é só assunto para a serra gaúcha ou região de Petrolina na Bahia. São Paulo e seu interior tem muitas coisas interessantes que não conhecemos. Aqui nos deteremos ao assunto enoturístico.

São Roque já teve no passado mais de 100 vinícolas instaladas numa mistura de cultura portuguesa e italiana (mais portuguesa que italiana). Nos últimos 30 anos estreitou relações com a serra gaúcha e muitas parcerias aconteceram entre as cidades de São Roque e Flores da Cunha na serra gaúcha (cidade da Biossplena Inteligência Urbana, nossa empresa)

Além da tradição da empresa Góes e da grande quantidade de público que recebe, seu novo momento prima por qualificação ou talvez transformação seja a melhor palavra. A empresa tem parceria com produtores do Rio Grande do Sul e inclusive é sócia da Vinícola Venturini (em Flores da Cunha), cuja qualidade dos vinhos é muito reconhecida. A Góes já estuda outras parcerias, inclusive com outros países, sempre com foco na inovação.

Realmente a Góes é aquela empresa que nos desafiou, pois tem seu jeitão próprio e muitas oportunidades juntas. Estar trabalhando numa cidade que possui, num raio de 100km de entorno mais de 20 milhões de pessoas é realmente fantástico. Contrataram a Biossplena para criar um conceito urbano ao terreno onde atualmente estão instaladas duas unidades produtivas da Vinícola e outros atrativos relacionados ao Turismo.

Nosso objetivo geral foi diretrizes para a reordenação dos espaços de atendimento ao visitante e circulações, bem como planejar a ampliação da capacidade de recepção de pessoas. Também propor novas atividades lucrativas de forma a valorizar a experiência do enoturismo.

Aplicamos uma metodologia própria que combinou a leitura de fatos e dados, conversas com colaboradores, em todos os níveis, desde o operador de estacionamento até o diretor. Conversa com visitantes, com fornecedores e muita observação. Perceber o comportamento das pessoas, sejam as que estão de visita ou trabalhando. Compreender o comportamento (ou pelo menos tentar ao máximo essa compreensão) é um grande desafio.

 

Depois de muitos fatos e dados levantando fez-se o diagnóstico. E com o diagnóstico apresentou-se diretrizes de projeto, para então iniciar a desenhar. Só depois de muitas palavras escritas e validações com os gestores é que começamos a projetar. Desenhar espaços pensando nas pessoas, no seu conforto. Neste projeto, além do conforto é preciso pensar na segurança, no estímulo ao comércio, na facilidade de atender e principalmente e mais difícil na flexibilidade de usos. Pensar em uma forma arquitetônica que permita usos diferentes é algo por vezes complexo, porque a questão estética nunca pode ser esquecida. Neste sentido o Arquiteto Urbanista e Mestre em Habitat Sustentável Miguel Pino Quilodrán foi muito feliz. Propôs espaços que além de tudo o que já comentei, ainda se integram na paisagem como se ali nasceram.

 

O parque temático enoturístico está saindo do papel aos poucos, ainda faltam detalhamentos, tomadas de decisão quanto ao seu faseamento, avaliação de investimentos, validação com os núcleos familiares que compõem a sociedade dona da empresa e também, maturação de projeto. Saímos da apresentação com sentimento de dever cumprido com êxito. A forma que foi apresentado, graças ao apoio do nosso estagiário em arquitetura e urbanismo Giovani Marcon, da Arquiteta Daniela Caon e da equipe da empresa Lhama Urbana fizeram grande diferença. Concluímos que para um bom projeto ser reconhecido como bom é preciso haver compreensão dele. Imagens renderizadas e vídeos que colocam o ouvinte dentro do projeto são fundamentais. Saímos satisfeitos e com muito aprendizado. Cliente já sinaliza o avanço do parque e certamente ficaremos muito felizes com a continuidade, pois acreditamos muito no potencial do turismo como atividade econômica, em qualquer parte deste nosso Brasil.

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